Teste o botão do DR uma vez por mês
No quadro de luz, o dispositivo DR tem um botão pequeno marcado com "T" ou "Test". Aperte: a energia daquele trecho deve cair na hora. Se não cair, o DR não está protegendo ninguém.
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Boa parte dos chamados que atendemos em Londrina começou pequeno: um disjuntor que desarmava de vez em quando, uma mancha de umidade que ninguém notou. Este guia reúne o que a nossa equipe verifica no dia a dia — para você identificar o problema cedo, economizar na conta e saber quando é hora de parar e chamar alguém.
Existe uma linha entre manutenção e emergência. Se você identificar qualquer item abaixo, desligue o disjuntor geral ou feche o registro e chame um profissional antes de tentar qualquer coisa.
Situações em que o risco é de incêndio, choque ou dano estrutural ao imóvel.
Instalação elétrica não avisa que está no limite — ela simplesmente falha. Estes são os pontos que mais geram chamado, e o que você consegue observar sem abrir nada.
No quadro de luz, o dispositivo DR tem um botão pequeno marcado com "T" ou "Test". Aperte: a energia daquele trecho deve cair na hora. Se não cair, o DR não está protegendo ninguém.
A NBR 5410 exige DR de alta sensibilidade (até 30 mA) nos circuitos de banheiro com chuveiro, cozinha, área de serviço, lavanderia, garagem e tomadas externas.
Vários aparelhos num adaptador só, ou uma extensão fina puxando ar-condicionado, aquecem o ponto e derretem o plástico por dentro antes de qualquer sinal aparecer do lado de fora.
Ele está fazendo o trabalho dele. Desarmou uma vez em dia de chuva pode ser umidade. Desarmar toda vez que você liga o mesmo aparelho indica sobrecarga ou curto naquele circuito.
É o aparelho que mais puxa energia na casa. Fio subdimensionado, emenda malfeita ou falta de aterramento nesse ponto é a origem de boa parte dos choques no banho.
Se as luzes piscam quando a geladeira liga ou quando você aciona o chuveiro, geralmente há conexão frouxa, cabo subdimensionado ou problema no padrão de entrada.
Sobre a norma: a NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão) é a referência técnica no Brasil. A versão em vigor é a de 2004, com correção em 2008 — uma revisão está em consulta pública. Entre outros pontos, ela pede circuitos separados para luz e tomadas, seção mínima de 1,5 mm² para iluminação e 2,5 mm² para tomadas, circuito exclusivo para chuveiro e ar-condicionado, e aterramento em todas as tomadas.
Vazamento raro é o que estoura e alaga. O caro é o silencioso: aquele que corre dentro da parede por meses e só aparece na conta de água e na pintura descascando.
A conta é o detector de vazamento mais barato que existe. Consumo que sobe sem mudança de rotina na casa é quase sempre vazamento, não erro de leitura.
Vazamento interno de descarga não faz barulho nem molha o chão — a água vai direto para o esgoto. Passa meses despercebido.
Apertar com força destrói o vedante e, em alguns casos, a sede da torneira — transformando a troca de uma peça barata na troca da torneira inteira.
Óleo de fritura na pia é a causa número um de entupimento em cozinha. A gordura esfria, adere ao cano e vai fechando a passagem ao longo dos meses.
No meio de um vazamento, com água jorrando, não é hora de descobrir onde fica o registro. Localize agora e teste se ele fecha de verdade.
Sedimento, poeira e resíduos se acumulam no fundo. Além da questão sanitária, sujeira na caixa entope aerador de torneira, ducha e válvula.
Este teste é o mesmo recomendado pelas companhias de saneamento e não custa nada. Reserve uma hora em que ninguém vá usar água na casa.
Todas as torneiras, chuveiros, máquina de lavar e lava-louças. Ninguém pode dar descarga durante o teste. Mantenha o registro do cavalete (na calçada) aberto.
Fotografe o visor. Anote tanto os números pretos quanto a posição do ponteiro ou da engrenagem indicadora de fluxo — ela é sensível a vazamentos pequenos.
Uma hora é o mínimo. Para vazamentos muito pequenos, deixar duas horas dá um resultado mais claro.
Se os números mudaram ou o indicador girou com a casa toda fechada, existe vazamento na instalação. Se não mudou nada, o trecho entre o hidrômetro e a caixa está íntegro — passe para o teste da caixa d'água.
Amarre ou prenda a boia para que não entre mais água na caixa. Marque o nível com um lápis na parede interna. Depois de uma hora, com a casa fechada, o nível não pode ter baixado. Se baixou, o vazamento está na tubulação alimentada pela caixa ou em algum sanitário.
Coloque corante ou pó de café na caixa acoplada, sem dar descarga. Se a água do vaso ficar colorida em meia hora, o vazamento é no mecanismo da descarga.
Deu positivo e você não achou onde é? É exatamente aí que entra o caça-vazamento. Com equipamento apropriado dá para localizar o ponto exato dentro da parede ou sob o piso e abrir só o necessário — em vez de quebrar por tentativa e erro. É um dos serviços que mais fazemos em Londrina.
Os volumes abaixo vêm da tabela de perdas divulgada pela Sanepar em campanhas de consumo consciente. Servem para dar ordem de grandeza — o valor real varia com a pressão da rede.
Escolha o tipo de vazamento e quantos pontos existem na casa.
Cálculo com base em 30 dias. A equivalência usa uma caixa d'água residencial de 1.000 litros como referência.
Para colocar em perspectiva: uma única torneira pingando o dia inteiro pode passar de mil litros por mês — mais de uma caixa d'água cheia jogada fora. E a troca do vedante que resolve isso custa alguns reais.
Marque conforme for fazendo. O navegador guarda o que você já marcou neste aparelho.
Não é sobre capacidade, é sobre consequência. Alguns serviços erram barato; outros erram caro — ou perigoso.
Baixo risco, ferramenta simples, e o pior cenário é ter que chamar alguém depois.
Risco de choque, incêndio, alagamento ou de transformar um reparo pequeno numa obra.
Manda uma mensagem contando o que você observou. Uma foto do quadro de luz ou da mancha de umidade já ajuda bastante a entender o caso antes mesmo da visita.